Autora: J.K. Rowling
Páginas: 501
Editora: Nova Fronteira
Escolhi esse livro como tema para
minha primeira resenha porque, sim, sou fã de Harry Potter, acho genial e até hoje
não consigo deixar de pensar que J.K. deve ter sido inspirada por uma força
maior, que queria convencer gerações a se interessarem pela leitura.
Dito isso, começo a resenha
oficial de Morte Súbita declarando que Rowling se supera nessa nova obra. Mas
não vá esperando nada parecido com Harry Potter.
Em Morte Súbita o mundo de
fantasia fica para trás e o que temos é um romance duro e realista, com
personagens tão humanos, que fica difícil de gostar ou aprovar algum.
Tudo começa com a morte súbita de
Barry Fairbrother, cidadão respeitado e membro do conselho distrital de
Pagford, uma pequena cidade do interior da Inglaterra. Logo no primeiro
capitulo, sua morte inesperada causa um verdadeiro rebuliço, deixando não
apenas seu posto de pai, marido e treinador escolar em aberto, mas uma cobiçada
vaga no conselho.
Aos poucos somos apresentados a
uma pequena comunidade onde cada personagem enfrenta uma série de tensões e
conflitos. A morte de Fairbrother serve como estopim para que um frágil equilíbrio
entre relações já estremecidas se rompa, e são deflagradas verdadeiras guerras
entre maridos e mulheres, filhos e pais, ricos e pobres, professores e alunos.
Nesse ínterim, somos apresentados a personagens como Howard Mollison, o gordo e
expansivo dono de uma delicatessen e
líder do conselho distrital, e Krystal Weedon, uma adolescente de Fields
(espécie de favela da cidade), criada por uma mãe drogada num ambiente imundo e
permissivo, onde ela tem que sobreviver, cuidar do irmão mais novo e monitorar
a mãe para que ela ande na linha e não perca novamente a guarda do filho.
Numa sucessão de capítulos em que
cada personagem vira protagonista, a autora aborda questões diversificadas, como
pais abusivos, bullyng, internet,
sexo, drogas, morte, marginalidade e mais um amplo leque de problemas que parecem nunca ficar velhos.
O mérito de Rowling? Ser capaz de
criar personagens de todos os gêneros, faixa etária e condição social, e
transcrever seus pensamentos e emoções, com uma naturalidade e realidade
chocante. Mostrar que somos todos capazes de pensamentos que nos
dariam nojo, se pudéssemos enxergar em nós mesmos, como somos capazes de
apontar nos outros.
Definitivamente uma grande obra, de uma grande autora.

Realmente bem diferente de Harry Potter, olhando assim nem diria que são obras da mesma autora. Quem sabe me inspiro a ler esta!
ResponderExcluirLê que é interessante! Um dia prometo resenhar um romance em tua homenagem ;)
ExcluirGostei do que li... vai entrar na fila.. :)
ResponderExcluirMas depois de H.P. as expectativas são altas!
Estou com ele na cabeceira, o porém: em inglês. Tenho que evoluir um pouco mais pra conseguir acompanhar. Quanto a autora, sem comentários, quem escreve Harry Potter, se quiser, pode se aposentar depois. Para nossa sorte, não foi o caso.
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